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Semanas de trabalho de quatro dias: o futuro?


Semanas de trabalho de quatro dias: o futuro?

Para muitos é novidade; para outros tantos, uma medida bem-vinda, havendo ainda os mais céticos, aqueles a quem o tema suscita dúvidas. Mas a verdade é que a semana de quatro dias começa já a ser uma tendência em alguns mercados e em alguns países, tendo um elevado número de adeptos. Uma medida que não é de hoje. E apesar de, agora, surgir como a forma encontrada por algumas empresa para reter o seu capital humano, já nos anos 70 se apregoavam os benefícios de trabalhar quatro dias e descansar três. De facto, em 1974, o governo britânico chegou mesmo a introduzir uma versão, a semana dos três dias, numa altura em que o país enfrentava uma escassez energética. A medida ficou esquecida na história, mas os seus resultados - um aumento de 5% nos níveis de produtividade - são frequentemente recordados.

O tema voltou ao debate quando, no início do ano, Richard Branson, o bilionário detentor da Virgin, equacionava esta hipótese, concluindo que seria uma medida do agrado de muitos e que beneficiaria todos.

Nos Estados Unidos, há empresas a testar o modelo. Uma delas, a Cockroach Labs, que opera  na área das tecnologias, também já avançou, dando aos seus funcionários o que chama de “sextas-feiras livres”. Do outro lado da fronteira, no Canadá, também se fala no tema, ainda que apenas em teoria. Mas uma sondagem feita aos canadianos revelou que a maioria (68%) é adepta da medida, mesmo que isso signifique dias com 10 horas de trabalho.

Mas foi uma experiência mais recente que trouxe o assunto para a ribalta. Tudo graças a uma empresa da Nova Zelândia, com cerca de 200 colaboradores, que decidiu fazer a experiência. Dois meses depois, foi hora de balanços e o sucesso tinha sido de tal ordem que de experiência passou a efetiva, com as semanas de trabalho, ali, a passarem a ter todas quatro dias.

Acompanhada por um grupo de investigadores da Universidade de Tecnologia de Auckland e da Business School da mesma localidade, a experiência revelou-se um sucesso. Os resultados não mentem: antes da semana de quatro dias de trabalho, os níveis de stress dos trabalhadores situavam-se nos 45%; depois, caíram para os 38%. Um maior impacto fez-se sentir no equilíbrio entre vida pessoal e profissional, que passou dos 54% para os 78%. Mas há mais. Ao nível do envolvimento dos funcionários, a diferença foi também considerável: o da liderança passou de 64% para 82%, o de compromisso saltou de 68% para 88% e o de empowerment de 68% para 86%.

Resta saber se a moda pega.  

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