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Desemprego a descer, dificuldades para contratar a subir

Desemprego a descer, dificuldades para contratar a subir


Depois de terem sido portadoras de más notícias, as estatísticas referentes ao emprego traduzem hoje as boas novas do mercado de trabalho. A descida na taxa de desemprego, que os dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes ao primeiro trimestre deste ano, situam no valor mais baixo desde 2008, confirma um novo dinamismo económico, com reflexos inevitáveis no mundo do emprego, sobretudo em algumas áreas que, ao contrário do que aconteceu num passado não muito distante, se encontram hoje a braços com uma escassez de candidatos.

Um olhar mais atento ao Msearch Market Trends, um guia que apresenta a imagem real e atual do mercado de trabalho em Portugal, realizado com base em mais de 4.000 entrevistas com candidatos e clientes, feitas nos primeiros dois meses e meio de 2018 pelos consultores especializados da Msearch, confirma isso mesmo. Dá conta de uma escassez de capital humano em vários setores de atividades, assim como uma diminuição da intenção de mudança de emprego, o que dificulta a tarefa de quem contrata.

É assim de forma transversal, embora haja áreas onde as dificuldades são mais acentuadas. É o caso das Tecnologias da Informação, onde os profissionais são escassos para tanta oferta do mercado, sendo a sua disponibilidade “muito limitada no tempo”. O que significa que, se as empresas não se ‘apressarem’, é a concorrência que ganha, “ocorrendo uma não integração em projetos face à demora no processo interno de recrutamento”.

A isto junta-se uma “maior tendência para a negociação, não necessariamente pelo pacote salarial (o qual continua a ter um peso bastante elevado), mas também com base no projeto em si, na posição da empresa no mercado face à sua concorrência e na (real) possibilidade de progressão na carreira”. Ou seja, para os candidatos, e ao contrário do que tem sido tradição, um bom ordenado só não basta.

Ao nível da Engenharia e Indústria, têm sido maiores as necessidades de recrutamento especializado pelas empresas do ramo alimentar e fornecedores de peças e serviços para a indústria automóvel, enquanto no setor das Finanças e Banca se assiste a uma procura crescente de especialistas da área Financeira/Suporte Operacional. Tendo em conta o crescimento dos Shared Service Center em Portugal, pode prever-se uma maior necessidade nas áreas de Contabilidade, Controlo de Gestão, Custeio e Compensações e Benefícios.

Já nas Vendas e Marketing, o destaque vai para a restauração, que enfrenta o desafio de encontrar “recursos com elevado nível de compromisso e identificação com o setor”, para posições como Gestor de Loja, Gestor de Unidade de Negócio ou Supervisor de Zona.

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