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O que não deve fazer (ou dizer) nas entrevistas de emprego


O que não deve fazer (ou dizer) nas entrevistas de emprego

O que é que todos os candidatos desejam quando vão a uma entrevista de emprego? Que esta termine com a contratação. Para isso, há que conseguir bater todos os outros, a chamada concorrência. E se, em tempos, o currículo, espelho de conquistas e desafios vencidos, foi suficiente para o conseguir, hoje já não é bem assim. É preciso ir mais além, mostrar competências e capacidades capazes de impressionar quem contrata. Mas embora possa ser assim em teoria - e também na prática -, há quem encare tudo isto de uma forma demasiado literal e transforme a entrevista de emprego numa caixinha de surpresas… negativas.

A criatividade é bem-vinda, mas há que a dosear. Afinal, nem tudo é permitido quando se tenta conquistar o tão desejado lugar numa empresa. São vários os exemplos de excessos que acabaram apenas por se tornar uma anedota, alguns dos quais citados num inquérito feito pelo site CareerBuilder. Como aquele em que o entrevistado decidiu inovar e cantar durante toda a entrevista. Não há aqui referência à qualidade dos dotes vocais do entrevistado, mas a não ser que a vaga seja para o Festival da Canção ou para um coro, o melhor talvez seja deixar as cantorias para outras ocasiões.

É verdade que nunca se sabe quando é que o telefone pode tocar, mas atender a chamada de um potencial recrutador no WC pode também não ser a tática mais correta, sobretudo se este se aperceber desse facto. O melhor mesmo é aguentar um pouco e se for mesmo urgente, evitar puxar o autoclismo durante a conversa. É que do outro lado, em vez de engraçado, o gesto pode parecer apenas disparatado e uma falta de respeito.  

Na lista do CareerBuilder, que decidiu inquirir mais de 2.600 recrutadores, há muitos outros exemplos do que não se deve fazer ou dizer numa entrevista de emprego, que comprovam que há limites que não se podem ultrapassar. Como dar a resposta errada. Por mais engraçado que possa parecer, responder à pergunta sobre qual é o emprego ideal com algo completamente absurdo, como “pintor de gaiolas”, quando o cargo a que se candidata é o de secretariado, torna-se apenas num momento embaraçoso. A piada, se é que existia, ficou perdida algures pelo caminho.

A valorização é também bem-vinda, mas desde que com conta, peso e medida. Dizer coisas como “sou perfeito”, “não tenho defeitos” ou “sou o maior” são expressões que o recrutador pode entender como arrogância. 

A agressividade é outra técnica que pode não cair bem. Reclamar quando a entrevista leva mais do que o desejado, ser arrogante ou mal-educado nas respostas ou até mesmo recorrer aos gritos, não vai provavelmente garantir a conquista da vaga. Por mais irritante que seja o recrutador, evite dar respostas como: “essas é a pergunta mais estúpida que já ouvi”. E sim, já houve quem a tivesse usado.

Lançar confetes ao ar durante a entrevista, levar o animal de estimação para conhecer o recrutador ou ir vestido de palhaço (a não ser que a vaga seja para o circo) são outras estratégias a evitar, aconselha quem já foi testemunha de situações idênticas e deixa a garantia de não terem corrido bem.

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