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Carta de apresentação: sim ou não?


Carta de apresentação: sim ou não?

Há anúncios que a pedem, tornando a carta de apresentação parte essencial do processo de candidatura. E há outros que não a mencionam, deixando o candidato na dúvida. Afinal, carta de apresentação: sim ou não? Se olharmos para ela como uma introdução, a primeira coisa que o empregador vê, a resposta tende a ser afirmativa. Sempre. Neste sentido, a carta de apresentação torna-se a primeira oportunidade para impressionar. Mas atenção: é que o reverso da medalha é também uma possibilidade real. Ou seja, esta pode tornar-se a primeira oportunidade para desapontar, o que lhe confere um papel importante e a torna, mais do que um simples pró-forma, um ingrediente importante a ter em conta no momento da candidatura. A simplicidade é quase sempre uma virtude. Por isso, também aqui o melhor é optar por ser conciso, o que não tem que ser sinónimo de curto e grosso. Nada de: “Este é o meu currículo. Contactem-me.” Dizem os especialistas que uma boa carta de apresentação deve ter entre 200 a 250 palavras, dando resposta à questão sobre porque é que um recrutador deve olhar para aquele currículo. O que significa que o melhor é salientar um dos sucessos de quem se candidata e que se enquadre na função para a qual concorre. Cuidado com os erros ortográficos ou o jargão. Uma das piores formas de começar é com pontapés na gramática, que podem mesmo levar o recrutador a parar por ali. De nada adianta ter um CV fantástico ou experiência que corresponde ao que pedido no anúncio, mas que depois ninguém vai ter oportunidade de conhecer. A ideia é que a carta de apresentação leve à leitura do currículo e não que impeça o recrutador de ir mais além. Atenção à descrição das competências. Ser assíduo e pontual são características que estão (ou deveriam estar) implícitas. Se o candidato tem necessidade de as evidenciar, isso pode levantar algumas questões por parte de quem lê a carta. Um exemplo é a referência a “competências superiores ao nível da Internet”. E isso significa exatamente o quê? A originalidade é outra das características que os recrutadores apreciam, ainda que aqui seja desejável avaliar caso a caso e aplicar doses de imaginação tendo em conta o perfil da empresa que contrata (se é mais ou menos tradicional, se valoriza a inovação, etc.). Há que evitar a frase ‘chapa cinco’, os clichés, como “Junto envio o meu currículo”, repetida vezes sem conta por um também número sem conta de candidatos. O ideal é procurar ter uma carta única, original, capaz de marcar a diferença e, uma vez mais, de levar o recrutador a ir mais além. O que não significa, no entanto, uma carta igual para todas as candidaturas. Há que procurar, uma vez mais, adequar o discurso à realidade da empresa que recruta.

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