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Fadiga visual: a epidemia laboral do século XXI


Fadiga Visual: a epidemia laboral do século XXI

Todos os dias a rotina repete-se: chegados ao trabalho ligamos o computador e por ali ficamos, a olhar para ele horas a fio. Depois, na hora do regresso a casa, o ecrã maior dá lugar a um mais pequeno, o do smartphone, que uma vez mais nos conquista a atenção e prende o olhar. E nem mesmo depois de já instalados em casa os olhos conseguem o merecido descanso, com outros ecrãs a tomarem o lugar dos anteriores. No dia seguinte, a receita é a mesma. Reconhece este cenário? É provável que a resposta seja positiva, assim como é provável também que já tenha identificado algum sintoma resultante deste abuso digital, até porque este é um problema que afeta sete em cada dez portugueses.

A culpa aqui não morre solteira. Ela tem responsável, ou melhor, responsáveis: os dispositivos digitais e a utilização cada vez mais frequente e intensa que lhes é dada. Este é, de resto, de acordo com os especialistas, um dos riscos laborais mais frequentes do século XXI, que ocorre depois de duas ou mais horas de uso deste tipo de dispositivos.

O nome até pode não lhe dizer nada, mas se falarmos em cansaço, secura dos olhos, dor de cabeça, dificuldade em focar, vermelhidão ou lacrimejar excessivo é quase certo que os identifique. Estes são os principais sintomas deste problema, conhecido como fadiga visual digital e que resulta do stress no sistema acomodativo do olho, causado pelo foco mantido nos dispositivos digitais. O desconforto surge muitas vezes associado à secura ocular, resultado de uma taxa de pestanejar reduzida enquanto se olha para o monitor, o que provoca alterações na película lacrimal normal.

Mas não desespere quem tem mesmo que trabalhar à frente de um computador. É que, diz quem sabe, é possível minimizar os sintomas, com conselhos e dicas simples de implementar. Para quem não precisa de corrigir os erros refrativos, normalmente através do uso de óculos, há uma regra que importa não esquecer e que se traduz numa fórmula simples: 20-20-20. O que significa que a cada 20 minutos se deve desviar o olhar durante 20 segundos, para uma distância de seis metros (20 pés). A este junta-se o uso de lágrimas artificiais, assim como a mudança de posição do utilizador, que deve aumentar a distância para o smartphone e tablet ou reposicionar o computador (os olhos devem estar ao nível do topo do ecrã), alterando ainda o brilho e contraste do ecrã. Para aumentar a humidade do ambiente e evitar a secura ocular, há que reduzir o uso do ar condicionado. 

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