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‘Gamification’: quando as regras dos jogos se aplicam ao trabalho



'Gamification': quando as regras dos jogos se aplicam ao trabalho

A palavra ‘game’ quase dispensa tradução. O nome, inglês, identifica por cá o conceito jogo. Mas há um termo, daqui derivado, que se começou a aplicar cada vez mais ao mercado de trabalho e que talvez nem todos conheçam: ‘gamification’. Para já sem tradução para a língua de Camões, define-se como a aplicação dos conceitos dos jogos num ambiente que nada tem a ver com estes, como o do mercado de trabalho. O que significa a aplicação a este mercado de conceitos como divertimento, animação e competição. Numa altura em que as empresas precisam de se adaptar às constantes mudanças tecnológicas, às condições do mercado e ao comportamento do consumidor, aquilo de que menos precisam é de colaboradores e funcionários desmotivados e resistentes à mudança. É neste contexto que surge a ‘gamification’ que, em 2015, era aplicada por 40% das mil empresas mais bem cotadas do mundo, com o objetivo de criar novas formas de atrair, motivar e reter os trabalhadores, de transformar tarefas, até aqui vistas como repetitivas e aborrecidas, em experiências divertidas, capazes de entusiasmar quem as desempenha. No fundo, não se trata de transformar o trabalho num jogo, mas aproveitar o que este tem de melhor, como a promoção do envolvimento e a participação, que se traduz num reforço da produtividade. O que está aqui em causa são conceitos subjacentes ao ato de jogar, que envolvem o participante e o levam a tentar superar-se, culminando com uma recompensa, algo feito através do recurso à tecnologia, com ferramentas como desafios, vários níveis a atingir (tal como nos jogos), pontuação, ‘medalhas’, tabelas de liderança, competição e colaboração (com a criação de equipas de trabalho). São várias as vantagens, a começar pelo feedback sobre o trabalho, conseguido em tempo real. Desta forma, os objetivos definidos para cada trabalhador são mensuráveis e têm significado, sendo possível eliminar o favoritismo - a recompensa é dada a quem realmente merece e não ao favorito do chefe. Os especialistas garantem que a ‘gamification’ funciona melhor nas tarefas em que os resultados são mais facilmente mensuráveis, servindo, por exemplo, para medir os contactos feitos, as reclamações às quais foi dada resposta ou o número de pessoas que foram atendidas. Mas serve também um propósito importante na formação, com recurso a métodos cada vez mais interativos, e na mobilidade, permitindo reconhecer e recompensar o trabalho bem feito, independentemente do local onde este tenha sido realizado. O que é preciso ter em conta é que esta estratégia deve ser desenhada com os ‘jogadores’, ou seja, os trabalhadores, em mente. De facto, uma aplicação genérica pode estar condenada ao fracasso, já que não tem em conta as características dos funcionários ou as suas capacidades. Depois, é preciso não esquecer que o uso das ferramentas de jogos não significa transformar o trabalho numa diversão constante. Afinal, o aumento da produtividade é o seu objetivo último.

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