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Formas simples (e eficazes) de elevar a moral dos colaboradores



Formas simples (e eficazes) de elevar a moral dos colaboradores

Não é uma doença, ou pelo menos não uma que se possa tratar com uma ida ao médico. Mas à semelhança do que acontece com as doenças, também uma baixa moral no trabalho apresenta sintomas que, quando ignorados pelo empregador, têm consequências para a saúde das empresas. Se os colaboradores se ‘arrastam’, se as gargalhadas são já coisa do passado, se o entusiasmo dá lugar ao conformismo e o espírito de equipa começa a ser substituído por uma individualidade cada vez mais guiada pelo relógio de ponto, então pode estar na hora de fazer algumas mudanças. Até porque todos estes sinais acabam por ter impacto na produtividade, impacto esse que se destaca pela negativa.

Não raras vezes, esta falta de moral tem a ver com a ausência de reconhecimento pelo trabalho realizado, que não se resume ao pagamento do salário. De resto, a ideia generalizada de que este é reconhecimento suficiente tem sido contrariada por testemunhos, exemplos e situações reais, os mesmos que revelam que, por vezes, basta uma palavra, como obrigado, para dar ao colaborador a sensação de que aquilo que faz tem importância e valor.  

Mas há outras formas de elevar a moral. A diversão é uma delas, ainda que esta ideia continue a não ser vista com os melhores olhos por muitos gestores. No entanto, trabalho e diversão não têm que ser antónimos. Os dois podem partilhar o mesmo espaço, sem que a produtividade seja sacrificada. Pelo contrário: não é por acaso que tantas empresas, consideradas das mais bem-sucedidas do mundo, oferecem diversão no local de trabalho, seja esta uma mesa de matraquilhos ou um jogo de dardos na sala de descanso, ou apenas a oferta de algo tão simples como um café. E ainda que esta diversão possa ‘consumir’ alguns minutos do dia, acaba por proporcionar um aumento da capacidade de trabalho, que serve uma vez mais para comprovar que a quantidade do tempo passado atrás da secretária não tem que ser sinónimo de qualidade.

A rotina pode também ser um dos grandes inimigos das empresas. Se o cenário é sempre o mesmo, assim como as tarefas, que se repetem dia após dia, a vontade de trabalhar pode perder-se pelo caminho. A resolução do problema é simples, bastando apenas quebrar a rotina de vez em quando, seja com a organização de um almoço para todos, uma ação de team building ou com a hipótese de trabalhar a partir de casa. 

E tudo isto sem esquecer que há vida para além do escritório, facto que é importante que o empregador reconheça, estando a par dos momentos importantes da vida pessoal dos colaboradores, como um aniversário ou o nascimento de um filho.

A lista de conselhos não fica completa sem que antes se fale de um dos elementos que mais costuma motivar o aumento da moral: ouvir os colaboradores, pedir-lhes opiniões e pontos de vista sobre o que consideram que pode melhorar na empresa onde, afinal de contas, passam tanto (ou mais) tempo como em casa.

Até porque, como defende Dan Pink, especialista na análise de carreiras e orador numa TedGlobal, onde falou sobre o tema da ciência da motivação, “o segredo para um desempenho elevado não são recompensas e punições, mas aquela motivação intrínseca que não se vê. A vontade de fazer as coisas pelo que elas são. A vontade de fazer as coisas porque elas importam”.

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