Multipessoal

Inteligência Artificial: verdadeiras máquinas a recrutar



Inteligência Artificial: verdadeiras máquinas a recrutar

Há coisas que mais parecem saídas de um qualquer filme de ficção científica futurista, como Sophia, o mais avançado humanoide, que em vez de um cérebro tem circuitos e no lugar dos sentimentos ou emoções tem a mais avançada tecnologia, que lhe valeu um convite para ser uma das oradoras da Web Summit.  Quem diria, há uns anos (e não muitos), que este tipo de robot com aparência humana conquistaria na vida real o mesmo protagonismo atingido no pequeno e grande ecrã? E este é apenas um dos casos em que a realidade imita a ficção. Outros há, em diferentes áreas, e nem a de recursos humanos parece escapar a esta evolução tecnológica, como é disso exemplo a inteligência artificial (IA) aplicada à contratação, que é já uma realidade em muitas empresas.

O objetivo é o mesmo de toda a restante tecnologia que tem sido desenvolvida e aprimorada pelo engenho humano: tornar a vida mais fácil, neste caso a de quem recruta, ao encurtar ou até mesmo eliminar o tempo gasto em atividades como a receção de currículos ou a sua avaliação. Esta é, de resto, reconhecida como uma das suas maiores vantagens: a capacidade de, rapidamente, dar resposta a um grande volume de informação. Até porque se há coisa que os recrutadores sabem quando colocam um anúncio é que vão receber muitas respostas, sendo uma grande percentagem destas desadequada em relação ao trabalho anunciado.

Há quem defenda também que a IA melhora a qualidade da contratação, tendo em conta a sua capacidade de utilizar e mobilizar dados para fazer corresponder o melhor candidato à oferta de emprego. Para além de tudo isto, os especialistas na matéria defendem que a IA elimina o preconceito humano, que podem influenciar muitos dos aspetos do recrutamento. E por mais que quem recruta queira evitar, há sempre escolhas enviesadas por estereótipos ou feitas com base no género, etnia e por aí fora. Uma vez que pode ser programado para ignorar os antecedentes dos candidatos, a IA torna-se, neste aspeto, mais isenta, aumentando não só a eficiência mas também a equidade.

Isto é apenas uma das fases da sua aplicabilidade neste setor. Há outras, mais complexas e que até já estão a ser implementadas por algumas empresas, com programas de IA desenhados para o efeito que fazem a triagem dos currículos, selecionam os melhores candidatos, fazem a marcação de entrevistas e algumas até dirigem as conversas, quando estas se limitam à colocação de algumas questões mais simples. De facto, a IA pode dirigir um serviço de entrevistas através de vídeo, ajudando a classificar os entrevistados e permitindo uma análise pós-entrevista dos candidatos.

No meio de tudo isto perde-se apenas um fator, o humano, algo que tem as suas vantagens, mas que não escapa às críticas. E este é o grande argumento contra a disseminação desta tecnologia, usado pelos que defendem os prejuízos da automatização de uma tarefa que, tal como o próprio nome (Recursos Humanos) indica, tem muito - ou devia ter - de humano. Como diz Elon Musk, "precisamos de ter muito cuidado com a forma como adotamos a IA e asseguramos que os investigadores não se deixam levar pelo entusiasmo".

Multipessoal Blog

Blog oficial do Grupo Multipessoal, o blog sobre carreira, recursos humanos e emprego que eleva a sua carreira e o seu potencial.

Sem comentários:

Enviar um comentário