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Um ‘monstro’ chamado burnout: estratégias para o levar de vencida



Um 'monstro' chamado burnout: estratégias para o levar de vencida

São as longas horas passadas no trabalho, a carga laboral, os pedidos, cada vez mais e com deadlines cada vez mais curtos, as mudanças organizacionais e por aí fora. Num mundo profissional onde competição quase se confunde com competência, os riscos para os trabalhadores surgem sob a forma de problemas psicológicos, entre os quais o burnout, definido pela Organização Internacional do Trabalho como “uma resposta prolongada à exposição crónica no trabalho, a riscos psicossociais de ordem emocional e psicossocial”. E que se caracteriza, ainda de acordo com a mesma fonte, “pela exaustão emocional, cinismo (atitudes negativas, desumanas e insensíveis para com as pessoas que são destinatárias dos serviços prestados), despersonalização, falta de envolvimento no trabalho, baixo nível de realização profissional e falta de eficiência”.

Este, que é um problema cada vez mais frequente, afeta milhões de pessoas em todo o mundo, muitas das quais por cá, onde também já se fizeram vários estudos e inquéritos sobre o assunto. Um deles, realizado desde 2008 pela Associação Portuguesa da Psicologia de Saúde Ocupacional, confirma isso mesmo. Inquiridos, em 2016, quase 40 mil trabalhadores portugueses, ficam os números, considerados “preocupantes”: 47,6% dos apresentavam diagnóstico de burnout. Mas há mais. Cerca de 60% estavam em risco e 75% próximos de uma perturbação emocional.

Motivos de sobra para estar atento e prevenir, que continua a ser o melhor remédio. Tudo começa na primeira pessoa, ou seja, para se sentir bem tem que estar bem. E, para isso, os conselhos são os mesmos que a ciência e medicina recomendam para uma vida saudável: dormir as horas necessárias para repor energias, ter uma alimentação cuidada, praticar exercício, sair com amigos, espairecer, descansar. Se não consegue fazer nada disto, então está na hora de parar, pensar e mudar os seus hábitos de trabalho.

Esta é uma mudança que ajuda. Mas não resolve. É que, de volta ao emprego, o mais provável é que o stress continue à espreita, apenas à espera que o volume de trabalho e os prazos quase impossíveis de cumprir criem as condições ideais para se instalar. O que significa que mudar é também aqui preciso, a começar por uma mudança de atitude.

Se o trabalho é a mais, pense em quem pode delegar, em quem o pode ajudar a reduzir o volume. Nem sempre é fácil, mas se for necessário, que tal começar a redefinir as expectativas dos colegas, dos clientes e dos chefes? Talvez estas sejam demasiado elevadas. E se forem precisas razões para justificar as alterações feitas, pode sempre socorrer-se de argumentos financeiros. É que, de acordo com os especialistas, o burnout reduz a produtividade e obriga a baixas médicas ou faltas laborais que, a médio e longo prazo, custam bem mais caro a patrões e ao Estado.

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