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O trabalho já não é o que era: do cowork à flexibilidade laboral



O trabalho já não é o que era: do cowork à flexibilidade laboral

Cowork, escritórios virtuais, trabalho flexível. São cada vez mais os termos que os tempos recentes têm introduzido no léxico laboral, desafiando a ideia tradicional de trabalho. O escritório começa, ainda que discretamente, pelo menos por cá, a deixar de ser o espaço por excelência onde se trabalha e a dar lugar a outros, que a pouco e pouco passam de alternativos a efetivos. É o caso do cowork, que tem vindo a assistir a um crescimento por todo o mundo. E ainda que, na maioria dos países europeus, estes espaços correspondam a apenas 2% da procura de escritórios, há quem acredite que nos próximos cinco anos anos possam atingir os 10% ou até mesmo os 20% de todo o mercado.

Mas afinal, de que é que se trata? E porque é que se tornou tão popular nos últimos tempos? Cowork é definido como um espaço de trabalho partilhado com várias pessoas ou equipas, inspiradas pela ideia de que juntas chegam mais longe do que sozinhas, mesmo que, em alguns casos, esta seja apenas uma opção baseada em aspetos financeiros (os gastos são mais reduzidos do que o aluguer de um escritório convencional). Um conceito que nasceu nos EUA, em 1999, mas que se espalhou por todo mundo, tornando-se mesmo um autêntico movimento que defende as vantagens desta forma de trabalho. Até porque, muito mais do que apenas um espaço onde se pode laborar, estes escritórios partilhados oferecem muito mais: cozinhas, salas de reuniões, áreas exteriores, café à borla, serviço de impressão e sobretudo pessoas, com quem se podem partilhar ideias, conceitos e experiências.

Esta é uma das novidades no mercado de trabalho. Mas não chega sozinha. Com ela vem a flexibilidade laboral, também transformada em bandeira por vários quadrantes de diferentes áreas da sociedade, que a defendem como forma de aumentar a produtividade. Isto porque, aqui, o trabalhador tem uma palavra a dizer sobre como, onde e quando trabalha, independentemente de isto querer dizer que trabalha a partir de casa (um ou vários dias), trabalha apenas metade do dia ou qualquer outra alternativa.

As vantagens, essas são reconhecidas pelos especialistas. E dividem-se entre trabalhador e empregador. Escusado será dizer que para os funcionários há uma vantagem óbvia: um melhor equilíbrio entre vida profissional e familiar. Mas melhora também a saúde e o bem-estar. Fica a pergunta: e o que é que o empregador ganha com isto? A resposta é dada sob a forma de vários estudos, que deixam claro que esta flexibilidade aumenta a produtividade, já que a motivação e a disponibilidade para trabalhar é maior.

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