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Voluntariado, uma aposta ganha


Voluntariado, uma aposta ganha

Algumas oportunidades são pagas, mas para a maior parte dos voluntários o pagamento surge em forma de experiência. Mas não é por isso que as atividades de voluntariado devem ficar de fora dos currículos. Afinal, são formas de trabalho, ainda que menos convencional, que proporcionam ensinamentos e conferem competências, algumas das quais que um emprego das 9h00 às 18h00 não consegue dar. É por isso é que esta é uma experiência cada vez mais valorizada pelos empregadores. Sobretudo tendo em conta o período de crise que o país atravessou recentemente e que levou muitos dos que procuravam sem sucesso emprego a aceitar trabalhos não remunerados.

Um estudo realizado este ano pelo LinkedIn junto de trabalhadores norte-americanos confirma que nem todos incluem no CV as ações de voluntariado em que estiveram envolvidos. Ao todo, 89% dos inquiridos confirmava ter esse tipo de experiência, mas apenas 45% admitia incluí-la no currículo. Algo que os especialistas consideram errado. Seja numa secção própria, a que pode chamar “Trabalho Voluntário” ou “Voluntariado”, ou mesmo incluída na parte onde é descrita a experiência, é importante não deixar de fora esta informação, reforçando-a tal como se faz com qualquer outra.

E isto é válido mesmo para os casos em que este voluntariado foi feito fora do âmbito do trabalho a que se candidata o especialista, uma vez que pode ser revelador do seu caráter e empenho. Mas cuidado com o entusiasmo. De nada vale colocar todas as atividades já realizadas, sobretudo se a lista for interminável, correndo-se o risco de se sobrepor à experiência resultante de trabalhos remunerados.

Para os que não têm emprego ou gostariam de enriquecer este lado do currículo, ofertas de programas de voluntariado não faltam. A começar pelo Corpo Europeu de Solidariedade, uma iniciativa da Comissão Europeia que dá aos jovens a oportunidade de fazer voluntariado no seu país ou fora dele, beneficiando pessoas e comunidades em toda a Europa. Para isso, basta terem entre os 18 e os 30 anos e fazer uma inscrição simples. Os projetos podem durar entre dois e doze meses, podendo os candidatos ser selecionados para uma vasta gama de projetos, desde dar assistência a pessoas recentemente chegadas ao território europeu em busca de asilo, limpar a vegetação das florestas, trabalhar com deficientes, entre muitas outras.

Mas há mais possibilidades. No site Bolsa do Voluntariado (http://bolsadovoluntariado.pt) há também ofertas para todos os gostos, para quem queira algo mais duradouro ou apenas a possibilidade de aproveitar as férias para esse efeito. A Cruz Vermelha Portuguesa ou o Portal da Juventude disponibilizam também oportunidades, assim como a AMI, a Make a Wish, AND, Dress for Success ou até mesmo a Organização das Nações Unidas.

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