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Felicidade no trabalho? Sim, ela pode existir


Felicidade no trabalho? Sim, ela pode existir

“O trabalho é, na maioria das vezes, o pai do prazer”, dizia Voltaire. Uma máxima que devia fazer sentido, até porque é no trabalho que passamos uma grande parte dos nossos dias. E ainda que muitos contestem esta ideia, sobretudo aqueles incapazes de associar trabalho e felicidade, o World Happiness Report, um documento que avalia a felicidade em 155 países do mundo, não tem dúvidas que o trabalho funciona como um motor da felicidade. E, mais do que isso, que a felicidade pode ajudar a moldar os resultados do mercado de trabalho, a produtividade e até o desempenho de uma empresa.

A provar que estes dois substantivos não têm que ser mutuamente exclusivos estão os dados do barómetro anual da Endenred, que revelam as zonas do mundo onde trabalho e felicidade surgem de mãos dadas. Num inquérito feito a 14.400 trabalhadores de vários países, concluiu-se que é na Índia, México e EUA que estão os trabalhadores mais felizes. Portugal não aparece nesta lista, onde se encontra a Espanha (11º), a França (12º) ou a Itália (14º). Mas também há dados nacionais, ainda que não desta fonte. O caso luso foi avaliado pelo estudo Hapiness Works, publicado pela revista Exame, que todos os anos divulga os níveis de felicidade dos trabalhadores portugueses e confirma: nunca fomos tão felizes.

A avaliação é feita com recurso a uma escala de 1 a 5, sendo que apenas acima dos 4 se considera que um trabalhador é feliz. E, este ano, os resultados revelaram que os trabalhadores nacionais estão ali a meio termo: quase felizes, mas nem tanto assim. Apesar disso, a média de 3,8 mostra que estamos no bom caminho, já que este valor, que é o mesmo verificado no ano passado, é o mais elevado desde 2012.

E a subida teve lugar em todas as áreas. No entanto, há atividades que proporcionam maior felicidade a quem nelas trabalha. É o caso do setor imobiliário (4,2). No prato oposto da balança estão os trabalhadores do Estado, aqueles com o valor mais baixo (3,3).

Garantir a felicidade aos colaboradores tem sido, de resto, cada vez mais uma aposta de muitas empresas, que reconhecem o impacto do bem-estar profissional na produtividade. Há exemplos dessa aposta nas regalias dadas por várias companhias, que incluem os jogos no local de trabalho (de mesas de matraquilhos e consolas), massagens, spas e ginásios, viagens de barco e dias extra de férias, snacks, happy hour, jardim de infância na empresa, workshops gratuitos (dança, pintura, etc.), conselheiro matrimonial e mais, muito mais.

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