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Do offline para o online: como as redes sociais mudaram as regras do jogo






Do offline para o online:
como as redes sociais mudaram as regras do jogo

Há uns anos, procurar emprego implicava, obrigatoriamente, o manuseamento de papel, muito papel. A começar pela busca de anúncios, feita nos classificados dos jornais e revistas, passando pelos currículos, enviados à moda antiga, o que exigia um envelope, selo e uma ida aos correios. Estes tempos já lá vão e a caça ao emprego não pede agora muito mais do que um computador e tempo. Mas mais do que a passagem do offline para o online, hoje a procura de um emprego conta com outras ferramentas, que parecem estar a mudar as regras do jogo: as redes sociais. De tal forma que são cada vez mais as empresas que, na hora de procurar um candidato, recorrem apenas a este meio, rejeitando a tradicional publicação de um anúncio.

Marc Miller, especialista norte-americano na gestão de carreiras, garante que hoje os candidatos têm que se lançar naquilo que chama “social job search” ou, em português, ‘busca social de trabalho’. Busca esta que passa, invariavelmente, pelas redes sociais.

É  certo que serão poucos os que, hoje em dia, não têm um perfil numa rede social. De acordo com os dados do Facebook, em Portugal há qualquer coisa como 4,7 milhões de pessoas com perfil. A estes juntam-se 41,4% de utilizadores do YouTube, 40,2% registados no Google +, 37,3% com conta no LinkedIn e por aí fora. De resto, o número de utilizadores nacionais das redes sociais triplicou em sete anos, passando de 17,1% de utilizadores em 2008 para 54,8% em 2015, de acordo com os dados de um estudo da Marktest.

Razões de sobra para começar a olhar para estas redes como potenciais fontes de anúncios, que de facto já são. Por isso, depois de criar o seu perfil, de preferência em várias destas redes, faça uma lista das empresas que podem ser potenciais empregadores e torne-se visível para quem, nelas, tem a tarefa de recrutar.

Se já tem perfil, mais fácil ainda. É altura de começar a construir pontes. Os grupos do LinkedIn, por exemplo, são excelentes formas de se fazer notar, por serem espaços onde os profissionais de uma mesma área se podem juntar e partilhar conteúdos, notícias, dicas ou até fazer anúncios de emprego. Aqui, tem a oportunidade de apresentar comentários, fazer partilhas e mostrar as suas competências. No entanto, tenha cuidado com os excessos, que podem ser contraproducentes.

Os sites de busca de emprego e recrutamento são uma fonte importante de informação que não deve descurar. Mas toda a gente os procura. Aquilo que pode fazer é seguir nas redes sociais as empresas que mais lhe agradam e perceber se estão ou não a recrutar novos elementos. Mas os especialistas deixam um conselho: não caia na tentação de pedir um emprego. Crie ligações, faça contactos e deixe que as pessoas vejam o que tem para oferecer, mas sem lhes pedir nada.

Aproveite também para mostrar, nos seus perfis, os seus interesses, aquilo que mais o apaixona na vida pessoal, desde que com conta, peso e medida. A isto junte informações sobre aquilo que já fez, profissionalmente, que ajuda a mostrar o que tem para oferecer a um potencial empregador.

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