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Mapa emprego: onde estão as empresas dispostas a pagar mais (e 4 dicas para conseguir uma vaga)

Mapa emprego: onde estão as empresas dispostas a pagar mais
(e 4 dicas para conseguir uma vaga)

Não tem  experiência nas funções procuradas? 
4 estratégias para conquistar o seu lugar numa nova área!


Procura trabalho em Portugal? Sim? Provavelmente, já notou assimetrias regionais. Num país tão pequeno, esta polarização espelha o crescimento económico regional de determinadas atividades. A nossa especialista de RH para a zona norte, Isabel Oliveira, destaca a procura de perfis ligados às Engenharias no norte e centro, registando-se em 2016 uma intenção de contratação superior à de 2015. O motivo? A forte tradição industrial nestas regiões. Motivadas pelo crescimento nestas áreas, a aposta nas exportações e pela globalização laboral, que leva profissionais experientes a sair do país, “surgem cada vez mais vagas no norte e centro, em setores como Retalho, Têxtil, Calçado, Alimentar, Químico, Metalomecânico ou mesmo Automóvel e Aeronáutico”, como explica Isabel Oliveira. Assim, se tem qualificações nas áreas de Engenharias, TI’s ou experiência em contexto industrial, estas zonas apresentam atualmente duas vantagens competitivas: - A já referida crescente procura de colaboradores; - A consequente abertura de várias empresas para rever pacotes salariais em alta, de modo a tornarem-se mais competitivas na captação de talento qualificado. Aqui, impõe-se a questão: Quem não tem experiência ou formação nestas áreas, está fora desta rota de oportunidades profissionais? Não necessariamente. A escassez de perfis e o lento ajustamento da oferta de profissionais às necessidades das empresas é uma margem de oportunidade que, com a devida preparação, pode levar a transições profissionais de sucesso. Então, como pode um profissional sem formação numa área tentar criar oportunidades para si? 1. Qualificação. O primeiro caminho - e provavelmente o mais eficaz - passa pela formação e aprendizagem. Se uma licenciatura numa nova área não é viável, aposte em cursos técnico-profissionais ou formações de menor duração e investimento, mas que confiram competências procuradas na sua região. Aqui, somos levados ao ponto seguinte:

2. Que necessidades há por suprir na minha região? Quer saber as competências em falta? Consulte ofertas de emprego na sua zona, as funções procuradas, o tipo de formação e experiência exigidas. Além de portais de emprego, consulte o Centro de Emprego e escolas de formação profissional. Peça ajuda para identificar formações com durações razoáveis para as suas necessidades (Por quanto tempo terá subsídio de desemprego? Em quanto tempo pretende sair da atual empresa?) mas que respondam à procura real à sua volta. Seja crítico face à formação e às vagas, e não deixe de enquadrar estes planos em funções que lhe agradem. Complexo? Sem dúvida! Mas bem mais eficaz. 3. Já falámos em pedir ajuda? Acredite, o networking é vital. Tem um professor disponível? No Centro de Emprego há alguém que conhece bem o seu setor? Tem amigos em empresas a contratar? Pergunte que perfis fazem falta, que experiência ou tipo de formação preferem. Mostre que quer investir numa nova área e que se existirem vagas adequadas quer candidatar-se. Não se sinta a pedir uma “cunha”: o mercado de trabalho funciona cada vez mais por recomendação; se não reunir competências, não será contratado - mas saber da vaga vai ajudar a que o seu CV seja avaliado em tempo útil. 4. Esteja aberto a novas funções e condições. Reinventar a carreira e começar (quase) do zero traz dificuldades práticas como propostas salariais inferiores às de funções em que tinha experiência, incerteza face à execução ou não saber se gostará do trabalho. Se está a trabalhar, pondere os riscos/ benefícios da mudança, traçando alternativas caso esta não corresponda às expectativas. Se está desempregado, pense na mudança de área como “o que tem a perder?” Não, não tem de aceitar algo que não lhe interesse mas pondere, por um lado, o tempo em que se conseguirá manter sem trabalho e, por outro, as oportunidades disponíveis. Trabalhar numa nova área não o prende para sempre e pode vê-lo como reforço de experiências. Se não lhe agradar, poderá servir para suportá-lo financeiramente e ganhar competências até encontrar a “tal” oportunidade. Contributos: Isabel Oliveira Manager para a zona Norte da Msearch

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