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Entrevistas: cinco erros que nenhum recrutador lhe dirá (mas nós sim!)



Entrevistas: 5 erros que nenhum recrutador lhe dirá (mas nós sim!)

Qual é a primeira questão que nos colocamos após uma entrevista? “Correu bem?”. Entre demonstrar competências úteis à função, avaliar a cultura da empresa ou controlar a linguagem corporal, a entrevista é uma fase exigente e, em algum momento, todos desejámos entrar na mente do entrevistador e perceber como está a ler a nossa prestação.
Com base no feedback de recrutadores com mais de 10 anos de experiência processos de recrutamento, identificámos cinco dos erros mais comuns dos candidatos que ocorrem por estes não estarem despertos para os mesmos.

1. O entrevistado não sabe apresentar as suas mais-valias.
Seja por ter estado muito tempo sem procurar emprego, seja por não ter noção do que valoriza o empregador, muitos candidatos acabam por não valorizar os seus maiores trunfos. Para não falhar as mensagens principais, esteja a par das principais necessidades do setor, analise os requisitos da vaga e compare-os com ofertas similares de concorrentes da organização a que se candidata. Estes passos ajudarão a identificar o que destacar e os seus traços pessoais e profissionais que materializam as necessidades que identificou.

2. Uso de jargão ou assumir que o entrevistador conhece profundamente a função.
Quanto maior a especialização, maior o risco de usar jargão sem o “traduzir” ao entrevistador. É importante mostrar-se atualizado sobre os procedimentos, mas é ainda mais importante que o recrutador compreenda o que diz, o peso do projeto ou tarefa que refere e se corresponde às necessidades da empresa. Como explica Marco Arroz, Manager Msearch especializado no recrutamento e aconselhamento de carreira nas áreas de Engenharia e Logística, “contrariamente ao que acontece na Msearch, onde cada profissional tem experiência nos setores em que recruta, em muitas as empresas de recrutamento o entrevistador tem uma noção genérica da área, tornando vital exprimir-se de forma simplificada. Sem isto, o jargão torna-se uma barreira que impede de aferir se aquele é o candidato certo”.

3.  Postura corporal desadequada à mensagem.
Seja por timidez, pressão ou apenas falta de consciência da linguagem corporal, muitos candidatos adotam posturas que transmitem mensagem erradas. Ver as horas, boicotar o contacto visual com o entrevistador ou reclinar-se na cadeira são sinais que serão interpretados, respetivamente, como impaciência, falta de empatia ou desinteresse.
Como explica Cristina Rosa, manager da Msearch, “umas das falhas mais comuns que corrigimos nos programas de aconselhamento de carreira é a linguagem corporal na entrevista. É comum um bom candidato agir de forma incoerente entre o que diz e as suas intenções.”Use a linguagem corporal para corroborar as suas mensagens; não se trata de retirar espontaneidade, mas sim de reforçar a coerência.

4. Respostas demasiado sucintas.
Imagine o cenário: Ao conversar com um amigo, nota que este está responder em monossílabos. Provavelmente, não está interessado no tema, não tem muito a acrescentar ou não está disponível. Em qualquer dos cenários, o mais certo é calar-se, não?

O que se passa em algumas entrevistas é semelhante. Para Marco Arroz, “sobretudo em perfis que privilegiam raciocínios lógicos e objetivos, é comum identificarmos respostas sucintas, que deixam pouca margem para conhecer o candidato. É um bloqueio conversacional inconsciente mas lesivo. É um aspeto que trabalhamos frequentemente no Career Management, alertando e treinando o Coachee para desenvolver mais as respostas com exemplos ou o levantamento de cenários em que uma experiência anterior possa ser útil à empresa a que se candidata.”

5. “Como pode ler no CV que enviei...”
Sim, o entrevistador pode ler (e fê-lo). Sim, a informação não é nova e até pode estar disponível no Linkedin ou outros suportes. O que o interlocutor pretende não é que repita o que já disse mas sim que desenvolva o tema e mostre como esse aspeto pode ser útil à empresa a que se candidata ou que mostre o papel que teve num projeto, por exemplo. Esta atitude faz com que alguns candidatos pareçam indisponíveis para colaborar o que pode não ser um bom presságio sobre a sua atitude no trabalho e deixar o recrutador com reservas.

Contributos:
Manager Finance & Banking da Msearch
Manager Engeneering & Logistics

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